segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mesinha feita de maquina de costura! "???"

Olha so que ideia genial.
Fica muito interessante a mesinha com o pe de
maquina de costura antiga, esses sao so dois
dos muitos modelos que podemos criar. Eu
particularmente gosto dela mais compridinha
pra usar como aparador.....


um verdadeiro charme....
Beijos beijoes, ate a proxima Re!!!!!

domingo, 17 de outubro de 2010

DOMINGAO NADA LIGHT RSRS

 BANANA CARAMELADA COM ACUCAR E CANELA (YUMMM) QUE POR SI SO JA E UMA DELICIA,SORVETE DE FLOCOS COM CALDA DE CHOCOLATE E PRA ENFEITAR UMA FLOZINHA DE MORAGO E CEREJA.....
 QUE DELICIA ENH.... TIVE QUE POSTAR POR QUE ISSO E RARIDADE NESSA CASA.
 MAS SE VC NAO ENTENDEU NADA TD BEM TO PREPARANDO UM DEPOIMENTO QUE VAI EXPLICAR A" SEM GRACESA" DO MEU BLOGZINHO TAO HUMILDE(POR ENQUANTO).
 BJ A TODAS E CADA DIA MAIS AMO TDS VCS. BOM RESTINHO DE DOMINGO!!!!!!!

domingo, 10 de outubro de 2010

Amei o texto.Li no orkut de uma amiga....


 Mulheres Possíveis
  (Texto na Revista do Jornal O Globo)
  ’Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é  possível, me ofereço como piloto de testes.
 Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa  fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista,  mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
 E, entre uma coisa e outra, leio livros.
 Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
 Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
 Primeiro: a dizer NÃO.
 Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
 Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
 Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
 Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
 Você não é Nossa Senhora.
 Você é, humildemente, uma mulher.
 E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
 Tempo para fazer nada.
 Tempo para fazer tudo.
 Tempo para dançar sozinha na sala.
 Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
 Tempo para sumir dois dias com seu amor.
 Três dias.
 Cinco dias!
 Tempo para uma massagem.
 Tempo para ver a novela.
 Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
 Tempo para fazer um trabalho voluntário.
 Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
 Tempo para conhecer outras pessoas.
 Voltar a estudar.
 Para engravidar.
 Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
 Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente  organizada e profissional sem deixar de existir.
 Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela  quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
 Existir, a que será que se destina?
 Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
 A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
 Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
 Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
 Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
 Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
 Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
 Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
 E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.’
Martha Medeiros – Jornal O Globo

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Cultura regional e oportunidades de negócios no campus Pampulha
A UFMG promoveu com entrada franca, entre os dias 03 a 08 de maio a 11ª Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha. O evento realizado na praça de serviços do campus Pampulha, em Belo Horizonte. A Feira foi inicialmente organizada pelo programa Pólo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha. A partir da segunda edição, em 2001, a exposição passou a ser promovida pela Diretoria de Ações Culturais (DAC) da Universidade.

A Feira constitui um importante espaço para a troca e comercialização dos produtos regionais dos artesãos do nordeste mineiro. Segundo diagnóstico realizado pelo Programa Pólo, uma das maiores dificuldades das pessoas que confeccionam artesanato no Vale é justamente a falta de espaço para expor sua produção. Dessa forma, a Feira proporciona um espaço importante de visibilidade e de trocas comerciais sem a necessidade de intermediários.

Os dias de realização da exposição são escolhidos estrategicamente. O evento acontece na semana que antecede o Dia das Mães,- segunda data comemorativa que mais movimenta o mercado. A conveniência da data é percebida pelos números que a Feira tem apresentado. Só no ano passado as vendas alcançaram a expressiva cifra de R$90.000,00, atraindo cerca de 8.000 pessoas.

Concomitantemente com a Feira, diversas apresentações musicais, saraus e outras manifestações que remetam à cultura do Vale do Jequitinhonha são realizadas no campus Pampulha. Essas atividades aumentam o trânsito de pessoas pela exposição, além de dar à Feira uma dimensão de evento cultural.

Desde 2005, a Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha na UFMG também oferece aos artesãos a oportunidade de participarem e de ministrarem oficinas. Esses encontros visam, além da melhoria dos produtos confeccionados pelos habitantes do Vale, a troca de conhecimentos científicos e culturais entre as pessoas que produzem artesanato na região e comunidade acadêmica como um todo.

É importante ressaltar que em 2010, assim como no ano passado, a participação de artesãos nesta feira se dará exclusivamente via associações. Segundo a organização do evento, à medida que visa o associativismo tem um propósito: "A construção de um novo perfil profissional que ajude a elevar a autoestima dos grupos produtivos, proporcionando-lhes condições de aumentar seus rendimentos de forma organizada e fortalecendo o processo coletivo de geração de renda.".

Homenageados

Desde 2009 a Feira concede um lugar de destaque no evento a dois homenageados. Na edição anterior, a mestra bordadeira Dona Duquinha, de Turmalina, e mestre Ulisses Pereira Chaves, ceramista de Caraí, falecido em 2006, receberam menção. A Feira de 2010 homenageará duas mestras artesãs do Vale do Jequitinhonha: Dona Zefa, de Araçuaí e Ana do Baú, de Minas Novas.

DONA ZEFA. Foto João Teixeira JúniorDona Zefa

Ana Fernandes de Souza, a Ana do Baú, é natural de Campo Alegre, distrito de Turmalina. O apelido vem da época que residiu na Fazenda do Baú, proximidades de Minas Nova. Famosa artesã da região, destacou-se pelas peculiares bonecas com rolinhos no cabelo e sorriso estridente. Chama atenção o cuidado com que realiza suas peças. "Mesmo nos meus bules menores se podia beber água; eu escavava direitinho, para que ficasse bem feito, trabalho de muita paciência. Isso ninguém fazia", conta ela.

Dona Ana parou de trabalhar com cerâmicas há cerca de 20 anos, logo após a morte da irmã adotiva e companheira de vida Natália: "Estava acostumada a trabalhar em parceria com a Natália e trabalhar sozinha ficou pesado". Apesar do belo trabalho e da disponibilidade em ensinar, a artista não deixou seguidores de seu estilo de fazer artesanato. Pois segundo ela, faltou interesse no aprendizado: "Ensinar o trabalho eu ensinava, mas a maioria das pessoas não queria aprender, não tinham paciência".



 Fonte: Aluysio Ferreira Pólo Jequitinhonha da UMFG

Ana do Baú. Foto João Teixeira Júnior
Ana do Baú
Em sua casa, Dona Ana não conserva nenhuma de suas obras. As últimas peças que possuía - recordações de família ou objetos funcionais - foram solicitadas por estudiosos, turistas ou curiosos que visitaram sua casa. As peças de Ana do Baú podem ser vistas no Memorial da América Latina, em são Paulo, em acervo reunido pelos franceses Jacques e Maurren Bisilliat. 

Nascida em Sergipe, Dona Zefa fez um longo caminho até Araçuaí, onde reside atualmente. No início de sua produção, a artesã utilizava a argila como matéria-prima até que descobriu a madeira e passou a trilhar um caminho ímpar ao retratar figuras com traços da cultura do nordeste brasileiro. Das malas de madeira que fabricava para sobreviver às suas abstrações, já nos anos 70, a artista ganhou reconhecimento nacional e internacional, exportando suas peças para os Estados Unidos e para a Alemanha. Seus trabalhos hoje são encontrados em coleções particulares e museus do Brasil e do exterior.

É incontestável e forte a influência que a artesã exerce na produção artística local. Hoje, aos 84 anos, Zefa diz que se aposentou. Com problemas de vista, não consegue mais talhar a madeira com perfeição como antes, mas seu legado à cultura do Vale do Jequitinhonha e à cidade de Araçuaí ficarão para sempre.